Estivemos
Na inauguração chiquíssima da
Tasca do Lopes (a decoração, um amor! Bravo, Zeca electricista!). Estava tudo
quanto é «Gente». João e Micas Galdéria, inevitáveis, animadíssimos, chegados
de Sacavém. Ela um pouco ah! Ah! mais magra, e «bronzée» do ar da estrada. Mas
sempre no centro das atenções. A saia de napa de chez «A Brilhante de
Campolide» ficava-lhe a matar.
O «Lontra Maluca» e o «Chaimite»
conversaram animadamente toda a noite, à parte. Surpreendente. Uma reconciliação
em vista à formação de um bloco de centro? Há quem diga, em alguns «mentideros»
das bandas da Vila Ferro... Sempre olhados vigilantemente pelo «Guelras». A
ortodoxia do Casal Ventoso. Férrea. A propósito «Guelras», para quando o tal
golpe tão falado? Ou as ocupações sentimentais são mais importantes?
Carlinhos «Mão de seda»
enigmático, sempre só, a um canto. Com que é que nos vai surpreender agora, cher Carlinhos? Há um peito arfante do
outro lado da sala (e da rua...) à espera de ser surpreendido, não é? Nélinha
«Costuras»...
Ouvimos
O presidente da Junta, que
apareceu apenas por poucos momentos, tomou ginja e fez um improviso brilhante,
de que só recolhi isto: «É à iniciativa privada que cabe cada vez mais o papel
dinamizador do sector das tascas. O sector público tem a paragem de autocarros
a fazer e não pode (nem lhe compete!...) assegurar a cobertura da Freguesia em
equipamentos sociais de base que possam dar lucro. Nós não queremos nesta
freguesia um Sines das tascas! (aplausos). A entrada para a CEE não vai apanhar
esta freguesia desprevenida perante a previsível invasão de bistrots, pubs e brauerei.» (aplausos e
brindes com ginja)
É bom saber que os responsáveis
estão em cima da situação, e não podemos esquecer o que os anos de juntas de
freguesia vermelhas (ah! «encarnadas»...) fizeram ao sector das tascas…
Pastelinhos de bacalhau
Onde é que o Lopes, sempre o
perfeito «gentleman»» no seu fato-macaco azul de Rua Nova do Carvalho Street,
encontra o bacalhau para os pastelinhos? Um passarinho diz-me ao ouvido que
alguém para o lado da Rua do Arsenal está na jogada... Diz-se também que o «charme»
de Zézinha «Gorda» Lopes, quando não está touchée do bagaço, conta para alguma
coisa coisa!
Conforto
A saída escondida atrás da pipa
grande para o caso da esquadra dos Terramotos virem importunar «after midnight»
entre íntimos da casa, é um adorável toque de cuidado com os clientes por parte
do Lopes. São estas coisas que fazem o nome de uma casa…
Vimos
Locas da Mercearia, de pull-over
novo, «ravissante».
Garrafeira
Excelente. Provámos uma Sagres-preta,
chambré, divina. Mas atenção às imperiais — não estão à altura, ainda.
Balde
À porta da Gracindinha, o balde
aparece todos os dias entornado. «COLUNA INDISCRETA», viu e sabe porquê. Não é:
«Joãozinho da Carris»?
O bom entendedor... Por enquanto,
só eles perceberão.
Até à próxima, estimados, na inauguração da
Casa de Prego & Comercial do Casal Ventoso, que tardou mas vai ser de
arromba.
«COLUNA INDISCRETA» vê tudo,
conta tudo, lá estará.

